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BRASIL, Arte e cultura, Esportes, Economia
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Notícias do mundo da literatura.
Textos selecionados da Revista Ponto de Vista.
Blog da PV, um genuíno produto da nova literatura lusófona!!
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Claudete Sulzbacher inaugura site!
http://www.topotesia.net/cspoesia
O mais novo espaço cultural, é criação da filha de nossa colunista e acadêmica, e traz as principais composições de Claudete, que mostra o grande talento não apenas nos temas ligados à natureza, mas em diversos outros campos do pensar literário. Destaque para o engajamento social da escritora. Merece visita! Link acima.
Escrito por o editor às 21h30
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Suplementos Perceptíveis - Terê
Tavares
a rua das flores ficou estranha a mistura
inevitável as pessoas carregadas de pressa e angústia
hora do jantar um bar mesas de um só lugar olhos
perdidos ao fundo
o piano pequena vingança à tirania do cotidiano sufocava
mãos carentes como se tudo estivesse ao avesso e isso fosse o
mundo.
Escrito por o editor às 04h21
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Mais um prêmio para a PV!!
Foi com grande satisfação que, ao abrir minha caixa de mensagens eletrônicas nesta sexta-feira, recebi pela Ponto de Vista Literatura o prêmio especial de seleção do concurso Top BR. A honraria de sítio selecionado é outorgada por uma comissão dos organizadores do certame e independe de votos. Mais uma para quem vai atrás da qualidade e talento de novos autores da literatura nacional. Viva PV!!
Escrito por o editor às 17h26
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Feira do Livro de Gurupi (TO)
A Fundação Cultural de Gurupi, no Estado de Tocantins, em
parceria com a Academia Gurupiense de Letras, promoverá nos dias 17, 18, 19 e 20
de agosto de 2004, a 1ª Feira do Livro de Gurupi. O evento reunirá editores, livreiros e
escritores e várias partes do Brasil. A 1ª Feira do Livro de Gurupi vai
acontecer nas dependências do Centro Cultural Mauro Cunha, no centro da cidade.
Informações adicionais poderão ser fornecidas através telefone (63) 312-5767 com
Lucirez Amaral ou Bibi Aires. Por Lucirez Amaral Presidente da
Fundação Cultural de Gurupi. Av. Maranhão, 1597 – Centro – Fone: (63) 312-5767 –
CEP: 77410-020 - Gurupi – TO – E-mail: ascom@prefeituradegurupi.com.br
Escrito por o editor às 15h24
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Ana
Ney Alexandre
Quando Ana sorria, mostrava os dentes grandes, fortes, brancos. Quando Ana sorria, sua alma parecia resplandecer através de seus olhos. Quando Ana sorria, seus seios inturgesciam arrepiados e convidativos. Quando Ana sorria, eu descobria que a vida fazia sentido.
Quando Ana chorava, escondia toda a perfeição divina. Quando Ana chorava, suas emoções pareciam estar em catarse. Quando Ana chorava, voltava a ser uma doce criança indefesa. Quando Ana chorava, eu me sentia o mais impotente dos homens.
Quando Ana cantarolava, contagiava o mundo à sua volta. Quando Ana cantarolava, flores desabrochavam e exalavam o mais delicado perfume. Quando Ana cantarolava, os ventos do Sul aceleravam para o Norte. Quando Ana cantarolava, o Sol e a Lua marcavam um encontro no horizonte. Quando Ana partiu, pássaros calaram, temporal caiu, nada mais teve sentido. Quando Ana partiu... ah, Deus!
Escrito por o editor às 15h20
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Olhos D’Água - Edu Funicelli
Olhos d'água que transbordam sobre os campos de Piratininga Luzes de uma estrela a trair a astronomia
Quarta via
Via asfáltica que corta em postas o Ibirapuera onde na grama a aragem diz preces noturnas
Não pudica, entretanto despida de toda nudez Bem assim como o homem fez
Tez grave
Não acorda cedo... nunca se deita Tensa
Extensa planura recoberta por torres de aço escovado e cristal
Mal que faz bem e alimenta um país continente... imenso contingente
Gente de cá e de lá ... para onde irão todos?
Todos sonhos consentidos sob os veios d'água que escorrem dentre os dedos do gigante
Ante o tudo e muito mais, boquiaberto, o tolo te diz não bela
Antes ponto de partida de bandeirantes rumo a terras distantes Sempre uma ordem de prosseguir
Rir da morte e da sorte
Ir além do permitido, ousar e profanar desígnios Desdizer, contraditar Em espirais de fumaça que adentram varandas e almas
Cortejo de flores no labirinto e veias onde pulsa a esperança em deuses os mais diversos
Versos e canções na boca da galeria aflita O todo em plenitude ... nunca rude
Doce como a manhã dos pardais Tem ais escondidos prenunciando novos verões
Verões que aquecem a gente da rua estreita em passo rápido, nunca marcado
Gente que ginga com a bateria da Vila Matilde Gente humilde
Humilde de humildade Bem assim a grande cidade espalhada muito além de onde se pode ver ... ou mesmo crer
Olhos d'água sobre trilhos e armazéns no planalto da glória disfarçada em sorriso
Sorriso de menina moça que espera entre pés Ainda mais outro namorado, que o destino te rejeita o passado
E do cristal líquido da pista central explode a música que agrada à sereia do asfalto
Ao toque amaro de outro aviso, muito siso, vai
Olhos d'água que em dia de chuva soltam balões de ensaio
Eis que brota outra gota na garoa fina ... a menina que espere mais um pouco!
Escrito por o editor às 15h02
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Amélia Viés
Nilo Marinho Neto
Quase atravessamos a ponte. Temias o fim desta visto que o horizonte zonzo – inclinava-se.
Tu te espelhavas no horizonte tu Amélia juraste-me eterno riso no qual acomodaríamos : marcas da aventura de atra- vessar a ponte.
Versamos muito.
Mas te neguei dez reais e não discernias mais o som das águas do córrego... Alcançaste a paçoca degustando-te do destino deixando duas cuecas e um terno verde por lavar.
Vesti-me, pois, de preto, meus olhos pretos minha casa preta. Branco apenas a visão do futuro – um furo – um branco – manco – de perspectivas.
Hoje lanço-me sobre uma corda bamba.
Nada de horizonte, nada mais de aventura – apenas lembro-me de ti à-toa e à toa...
Fecho meus olhos E vou sonhar contigo.
Escrito por o editor às 13h52
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Chegou o Livro de Terê Tavares!!
Compromisso certo para os amantes da literatura:
dia 27 de julho, às
19:00 horas na Sala Verde da Secretaria de Cultura
de Cascavel, Terê Tavares lança seu livro Flor Essência. Teresinha é integrante
da Academia Literária da Ponto de Vista e está entre os autores mais publicados
da Revista Ponto de Vista, tendo vencido ainda diversos certames literários, no
nosso sítio e pelo mundo. O prefácio é do
confrade Paulo Edu, a orelha do também acadêmico Ney
Alexandre.
Escrito por o editor às 20h53
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Recomeçar
Kamael
Folhas secas recobrem o chão estéril atiradas de uma lado a outro pelo versejar do vento.
Sobras de um crepúsculo cinza amordaçam a tarde que esmorece vultos dispersos, fantasmas de poeira assombram a noite faminta. morcegos lúdicos buscam alimento tingindo de escarlate o alvor da lua.
Na bagagem efêmera, um pouco do nada, um resto de tudo pedaços de sonho, gotas de ilusão, muito de esperança.
Novamente, o viajante volta ao caminho... desta vez, anônimo.
Escrito por o editor às 15h57
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