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Revista Ponto de Vista
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Notícias do mundo da literatura.
Textos selecionados da Revista Ponto de Vista.
Blog da PV, um genuíno produto da nova literatura lusófona!!
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Jogo de Xadrez - Edu Funicelli
"...e terminada a partida - em vitória ou derrota - o rei e o peão sempre vão para a caixa."
da RPV 09, agosto de 2001.
Escrito por o editor às 11h57
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Nau Frágil - José Maria Alves Nunes
Bravos companheiros peguem os seus remos, estejam a
postos. Aproveitem a distração das águas, avancem, remem mais e mais
forte. Manejem bem esse leme, aproveitem o vento norte, lutem, mesmo
sabedores de que o destino é a morte.
da RPV 09, agosto de 2001.
Escrito por o editor às 11h56
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Entrevista - Rosiris Guerra Inglese
Muita gente já sabe que a Ponto de Vista Literatura tornou-se,
em junho de 2001, o primeiro site cultural da história a figurar entre os Top 5
no Concurso Top Web. Quase tantas pessoas já conhecem o trabalho pioneiro do
Mutirão Literário. O que quase ninguém imagina é que a grande orquestradora
destes dois intentos foi Rosiris Guerra Inglese, integrante honorária da Turma
da Ponto de Vista. Some-se a este dado sua qualidade literária (ela teve três
textos vencedores nos Concursos da Ponto de Vista em 2000!) e temos motivos de
sobra para querer tê-la como entrevistada do mês da RPV.
A paixão pela literatura "Sempre gostei de
escrever, mas foi a partir de 1996 que comecei a guardar meus escritos e a
publicá-los na Internet". Os leitores liam, apreciavam e queriam ver mais, e foi
assim que a Rosiris nunca mais parou...
O Ponto de Vista Literatura Rosiris disse
que o primeiro encontro com o Ponto de Vista foi coisa do destino. "Estava eu
procurando uma revista no Yahoo e acabei caindo no Ponto de Vista. Observei,
gostei, me identifiquei com o conteúdo, comecei a participar e hoje admiro cada
vez mais os trabalhos efetuados por lá."
Escritores preferidos "Gosto muito do estilo
de Milan Kundera - esse seu jeito de escrever, indo e vindo no tempo; gosto do
Fernando Morais; do Jorge Amado. Estilos diferentes, porém fascinantes. Quanto
aos poetas gosto do Carlos Drummond de Andrade e tenho uma fascinação toda
especial pelo Fernando Pessoa e seus heterônimos."
Nas horas
livres "Tenho pouquíssimo tempo livre, mas, consciente de que corpo,
mente e espírito devem estar sempre em equilíbrio, e que o bem estar de um
depende do bem estar do outro, procuro me cuidar praticando caminhadas, fazendo
ginástica e um pouco de yoga. E vou encaixando essas atividades nos intervalos
de tempo disponíveis. Os passeios a pé, filmes e leituras ficam mais para os
finais de semana". Sobre a arte literária, a escritora nos conta que redigir
textos vem quase como uma consequência de sua filosofia de vida: "escrevo por
prazer".
Episódio Marcante "Aconteceu, sim. Quando eu
comecei a acessar a Internet, que antigamente era BBS, participei de um grupo, o
STI BBS. Discutíamos sobre tudo, em especial, esoterismo, literatura e ciências.
Lá conheci pessoas muito especiais, que hoje são meus grandes amigos na vida
real. A afinidade começou virtualmente, nos conhecemos em essência e foram eles
que despertaram em mim o prazer de participar em listas ou sites de discussões
literárias, como hoje acontece no Ponto de Vista".
As atividades no Ponto de Vista "A criação
do Mutirão Literário, assim como o Prêmio Top Web são consequência de um
trabalho de equipe, gente que gosta de escrever, que tem seus ideais e que luta
por eles e eu, sou uma pessoa privilegiada, por estar fazendo parte desse grupo
de pessoas. O Ponto de Vista, é um site sério e um incentivador da cultura, algo
muito importante nesse nosso País. Ser integrante desse site e lutar por seus
objetivos é para mim uma grande satisfação."
Encerrando a entrevista, Rosiris aproveita para ainda levantar
uma interessantíssima questão para reflexão dos (e)leitores: "Dizem que o povo
brasileiro não gosta de ler. Será isso verdade? Ou será que não lhes é dada essa
possibilidade?"
IMORTAL Rosiris Guerra Inglese
Vejo teu sorriso, perdido em cada poema imortal, te encontro,
meu abrigo dores e amores, sentimentos antigos lanço às águas, como um dia
se lançou Moema
das lágrimas choradas, formou-se o mar nasceu a sereia que
agora surge sorrateira cantando sonetos, pronta para amar num instante
derradeiro - sem eira e nem beira
na tarde quente entre amores e poesias almas se entrelaçam,
como pétalas de rosa. se soltam ao vento, simples heresias junções de
mentes, cantadas em verso e prosa
livres ao som de Chopin, um pouco de Sand, talvez loucuras,
explosões, música, silêncio, luz no espaço estranhas circunstâncias,
imortal, mais uma vez te encontro no etéreo ... te saiba amado!
da RPV 08, julho de 2001.
Escrito por o editor às 11h54
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A Morte do Nonno - Edu Funicelli
Eu queria ter a graça de morrer
dormindo placidamente, como meu avô. E não gritando desesperadamente como os
quarenta passageiros do ônibus que ele dirigia.
da RPV 08, julho de 2001.
Escrito por o editor às 11h51
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Fim de Caso - José Maria Alves Nunes
Assim, ao acaso, como começou Ao acaso chega ao fim nosso romance E de tudo que vivemos, das noites calorosas de beijos e abraços, dos sussurros ofegantes, dos gemidos, dos projetos, Restaram as mágoas e a constatação. Como eram falsas as tuas promessas Assim como também talvez fossem as minhas Enfim, fim de festa Que sangrem as feridas Nosso caso acabou.
da RPV 07, junho de 2001.
Escrito por o editor às 11h49
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Para Joana - Jorge Pasin
É impossível negar, A persistência do seu
olhar No meu pensamento.
O tempo, o vento, A calma quente e quieta do seu
beijo... O desejo Acende meu corpo em um lampejo Raio de luz cortando a
escuridão.
da RPV 07, junho de 2001.
Escrito por o editor às 11h48
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Tabacaria - Edu Funicelli
Entro eu na sofisticada "Ranieri Pipes" do Shopping Center
Ibirapuera e peço direto do caixa: -Um maço de Derby, por favor! -Do
azulzinho, do vermelhinho ou do cinzinha? -O Lights. -Que cor ele é? -O
cinzinha, amigo. Ele me serve, observo a embalagem e devolvo: -Esse aqui
não. Está escrito que não se pode fumar na frente de crianças, e tenho meu neto.
Dê-me outro. -Aqui está. Examino e devolvo comentando: -Credo! Esse
provoca impotência sexual, e a minha mulher vai ficar cabreira. Pega outro! O
baianinho do caixa coça a cabeça e dá outro, que eu examino e devolvo
dizendo: -De jeito nenhum, esse aqui dá infarto do miocárdio. Passa
outro! -Mas senhor, é tudo igual! -Você não leu aí o que o Ministério da
Saúde mandou colocar como advertência? Passa outro. Depois de mim, a fila
resmungando. Pego o novo maço e constato que o danado pode dar ataques
cardíacos, devolvo e peço outro. Recebo um que diz que estou sujeito a
enfisema pulmonar se fumá-lo, devolvo. -O senhor está criando
confusão. -Conhece o direito do consumidor? Quero meus cigarros, dê-me
outro! Os ânimos se exaltam e sou arrastado para fora, puxado pelo braço por
um brutamontes com cara de "sparring" do Maguila e braços de tocador de
treme-terra na Nenê de Vila Matilde, não sem antes -"de rabo de ôio"- ler: "É
PROIBIDO FUMAR NESTE ESTABELECIMENTO".
da RPV 07, junho de 2001.
Escrito por o editor às 11h45
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Paulistano - Edu Funicelli
Sob alheia lua robótico vagueia na calçada da avenida. Paulista, infer-pista. Poluída, com medo da vida. Deixa pista. Chases e rêses.
Eis mais um na rua. Abiótico foco de tensões, no séquito dos escorpiões, a caminho do Círculo do Fogo. Rufiões, ladrões ...ões
Manny Hannys e genes.
Ultra-leve grua. Patético desvio das antenas, taenias, de TV. Coloridas, erguidas. Tênares. À mercê de platinado avicida - falidas.
City Banks e rebenques.
Pós-industrial antes da hora, chora. Há diesel, soda nesses olhos injetados de droga - injetados de pouca idade.
Moda, voga. Draga, vaga.
Cantos norte-americanos - biplanos - há anos entorpecem-lhe os neurônios. Mil demônios.
Os pés fixos a esteiras. por mil vidas inteiras, rastejam como Fred Astaire. O homem-mulher.
As mãos algemadas águas furtadas são Mestre-Sala sem ala.
Por isso mesmo que:
Aqui, nu, correndo no meio do povo de novo - porta facas, siga placas.
Sabendo, no íntimo, que:
Enquanto no M.A.S.P. há um sáurio sulamericano, vegetariano mastigando, cuspindo um W.A.S.P., escondido na neblina, outro monstro emerge do laguinho do Ibirapuera. Áureo, forma feminina.
Sonha o fim da nova era, o fim da nossa era que se vive inconsciente queimando o casco ao sol inclemente de raios tricolores que ferem íris cansadas, pálpebras escamadas.
Baixa de combate, ferido. Refugiado no asfalto, no granito. Longe do basalto, da caverna, hiberna. Solta um grito, outro gemido... ...um G R I T O
Arfando, vai entrando, busca força nos lábios da Graça -irmã preta- de sentinela, muda, entre escadas-rolantes que o levam à praça do Patriarca navarca
...recostado nesse peito rijo, sente o acre do mijo dos desempregados desesperados que, vindos de toda parte, aquí travam contato com a arte.
Dest'arte:
Arrastado na cadência dos degraus, atirado é aos pés do trono de vidro - Hidro da insolvência, do caos. Da insolência, da decadência.
Ousa a fuga pelo beco que homenageia frutas.
Ah...êrro letal: cai no velho embornal dos pobres cafeicultores.
Alça vôo raso à direita, ao acaso. Escapa ao golpe sem Misericórdia.
Ah...triunfal!!! desce ao cipoal dos nobres malfeitores.
Ouve o alarido do povaréu.
Protegido pelos mendigos, pelas putas chega ao palco de tantas e tantas lutas.
Ecoa o carrilhão da Sé
partem Magirus vermelhos.
Caminha a pé, feliz - Meu Deus assim quis. Recolhe as asas.
Ícaro em paz. Vôos teleguiados...nunca mais.
da RPV 04, setembro de 2000.
Escrito por o editor às 11h37
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Auto-Retrato - Jorge Gonçalves Junior
As vezes pareço alienado, sumo no meio de tudo, o que me
cerca é a verve, tento retratar um fato, uma pessoa, uma idéia vaga, e
nada! me perco. um poeta tem que dizer em palavras, ao que serve, na
vista do leitor curioso, que existe uma saga, que imputa a
responsabilidade, para quem quer saber, que estas linhas declinam, num
abstrato garboso, num lance de momento, de tanta sobriedade, e o nosso
poeta se iguala, aos pintores que inclinam, seus pincéis
multicolores, nas paredes de cimento, num painel colossal, a pintura
que se cala, que pronta, já fica exposta, aos olhares julgadores, assim
nas linhas iguais, tudo pode ser igual, o autor que perpetua, num
momento de resposta, num pensamento que é abstrato, busca assunto nos
anais, traz o passado no presente, da autoria que é sempre sua, rabisca
palavras desconexas, pintando seu próprio retrato.
da RPV 03, março de 2000.
Escrito por o editor às 11h27
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Conselho de Amigo - Jorge Pasin
- NÃO, EU NÃO VOU SAIR com a minha noiva hoje! - Mas por que, Adamastor? Você não gosta dela? - Gostar eu gosto, mas hoje eu não posso. Hoje é dia par, e dia par eu não faço a barba, e eu não saio com ela sem estar com a barba feita! - Mas você já reparou que isso é uma maluquice? Eu nunca vi um troço desses. Por que então você não faz a barba todos os dias? Assim poderia vê-la sempre que quisesse, sem essa limitação doentia dos dias pares. - Olha aqui, colega, eu não me barbeio todos os dias porque se o fizesse ia ficar com o rosto todo esfolado. Minha pele é muito sensível! E além disso, por que eu tenho que sair com ela quando ela quer? Ela que tem que sair comigo quando eu quizer. Aliás, quizer é com z ou com s? - Não fuja do assunto, Adamastor. - Quizer, quiser... não, é com z mesmo. Quizer. É isso. Quiser fica muito estranho. Parece até inglês..."quaizr", pronunciou.
Logo depois, abriu o dicionário e descobriu que a grafia certa era "quiser".
- Está vendo, eu sabia que era com s!- exultou. - Adamastor, pensa bem: você já está noivo, daqui a pouco vai se casar, vai morar junto com ela, e aí, como é que vai ser? Só vai dormir com ela nos dias pares? Não, não, peraí, desculpa, me enganei. Você deita com ela num dia par, daí quando for meia-noite, foge rápido pro outro quarto, e só chega do trabalho no outro dia depois das doze, certo? - Bom, isso se não for horário de verão, né? - Mas isso não faz sentido, Adamastor. Se ela gosta de você, se gosta de verdade, vai gostar de você mesmo com a barba por fazer. - Será? - Claro, ainda mais hoje, que é aniversário de noivado. Aliás, nem sei como você escolheu um dia par para pedi-la em casamento... - É que ano passado eu inverti a regra... Era ano bissexto, você sabe como é. - Amigo, pense bem : você a ama, quer vê-la hoje, e vai deixar de fazer isso por uma bobagem? Pense nos beijos e abraços, carinhos e amassos, fora os etcetera e tal. - É, se eu ficar aqui, não vai ter etcetera e tal... - Então... - ... - ... - Tem razão!
Fechou o espelho, arrumou-se depressa, e foi.
da RPV 02, dezembro de 1999.
Escrito por o editor às 11h19
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Sei lá que conto é este - Jorge Gonçalves Junior
Sei lá, que conto é este, se é conto ou encanto, se
encanto quando conto, ou, se é apenas um canto.
Sei lá, que conto é este, encantamento portanto, boca
aberta, num canto, soluça a moça em pranto.
Sei lá, que conto é este, pasmado de espanto, pouco
entendo, no entanto, contra cena, entretanto.
Sei lá, que conto é este, o vento assobia tanto, lá fora,
o capim santo, deitado, parece um manto.
Sei lá, que conto é este, um flerte de acalento, gesto de
um sofrimento, ou, retrato do sentimento.
Sei lá, que conto é este, soluço que mistura-se ao
vento, gregoriano, canto de convento, ou, a verve de um raro
momento.
da RPV 02, de dezembro de 1999.
Escrito por o editor às 11h17
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A Grande Pedra - Alexandre Bollmann
A pedra flutua Sobre o mar de homens Gritando Segredos em sussurros Mudos Para surdo ouvir. Nenhum barulho é o mesmo Após o silêncio. A pedra come Todos nossos sonhos. Devora o íntimo, Ignora o que somos Queima parte a parte Incendiando mais que o todo... Destrói ardendo E destruindo, Cria. Eu cria Que a pedra fosse Mais que se propõe a ser. Queria, Um ente divino, Um deus pedra, Mas... O mar secou, O sonho morreu E a grande pedra Acabou de cair Sobre Deus.
da RPV 01, novembro de 1999.
Escrito por o editor às 11h15
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Café Literário é o maior sucesso!!
Inaugurada há duas semanas, a nova casa do Café Literário transformou-se em um estrondoso sucesso de público e crítica. A área já reúne mais de 250 participantes cadastrados, estabelecendo-se como a maior comunidade cultural do 1grau.
No cardápio, idéias e apontamentos sobre livros, leituras e escritores. Exposição e debate de contos, crônicas e poesias de novos autores de língua portuguesa. Aproxime-se, puxe uma cadeira e sente-se para saborear conosco o delicioso gosto da literatura. Clique Café Literário, cadastre-se e participe!!
Escrito por o editor às 12h23
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Concurso Relâmpago está de Volta!
A novidade da semana na PV é a volta do Concurso Relâmpago. No CR, o mais é importante deixar a criatividade fluir! A gente posta um tópico dando o mote ou tema do certame e o escritor desenvolve o conto, crônica ou poesia, levando a história adiante. Algumas edições investigarão também o conhecimento literário dos integrantes da comunidade. A 4a. edição do CR já foi concluída, tendo versado sobre o tema "estrada". O gênero literário era a poesia. Ana Luisa Sioli de Rezende Lara, a Luna, foi a grande vencedora, tendo recebido 45% dos votos. Estradas - Luna
Estradas passageiras, corriqueiras, que passam velozmente pela janela de minha alma; Estradas esburacadas, de terra batida, de porteira quebrada; Estradas por onde passo e às vezes me perco em seu compasso Estradas da vida feias, bonitas, de idas e vindas...
Os Concursos Relâmpago acontecem a todo momento, acesse a área clicando AQUI e participe!
Escrito por o editor às 11h31
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Pasin e Claudete vencem 27o. Concurso de Poesias
Jorge Pasin, com Aparecida, e Claudete Sulzbacher, com No Azul, foram os grandes campeões do 27o. Concurso de Poesias da Ponto de Vista Literatura. As duas composições obtiveram mediana 8,0 na avaliação dos freqüentadores do espaço Concurso de Poesias da PV. Outras três grandes revelações do certame foram Lisa, Alejandro e Elo. Estes três poetas, na primeira participação em um certame poético da PV, já lograram ficar entre os cinco finalistas. Parabéns a todos!!
| Aparecida - Jorge Pasin |
Romeiros de todas as partes abaixo e arriba em procissão doze de outubro, formigueiro humano o horizonte recortado de fé. De onde vem tanta gente de promessas, crenças e preces? Nas águas de um rio barrento a Santa ensinou a pescar.
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| No Azul - Claudete Sulzbacher |
Azul que fascina Azul Que alucina Mergulho Em tuas ondas Vôo No horizonte infinito Em ti Me busco Em ti Me encontro Eu ti Me vou Em um só mergulho. |
Escrito por o editor às 11h18
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